da Redação
03 junho 2026
China, alvo dos EUA, rejeita acusações de trabalho forçado e reage às novas tarifas.
A China contestou nesta quarta-feira (3) as conclusões de uma investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos, que apontou falhas em 60 países no combate ao trabalho forçado. Entre os citados estão Brasil, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul.
Em resposta, Washington anunciou proposta de sobretaxa de 12,5% sobre todas as importações desses mercados. O plano ainda passará por consulta pública até 6 de julho e audiências no dia 7, antes de eventual implementação.
O Ministério das Relações Exteriores chinês rejeitou as acusações.
“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, declarou a porta-voz Mao Ning em coletiva.
A medida integra uma estratégia mais ampla de endurecimento comercial dos EUA, baseada em critérios de direitos trabalhistas e fiscalização das cadeias de suprimentos.
O Reino Unido também se manifestou, afirmando manter diálogo com Washington e reforçando que adota políticas internas contra o trabalho forçado.
Nos mercados, a reação foi mista: o índice Hang Seng, em Hong Kong, recuou 1,6%, enquanto o CSI300 avançou 0,5% e o Xangai subiu 0,2%. O setor de semicondutores liderou ganhos, impulsionado por expectativas ligadas à inteligência artificial.
Dados recentes mostraram ainda que o setor de serviços da China cresceu em maio no ritmo mais forte em três meses, apoiado por novos negócios e maior demanda externa. Analistas do Goldman Sachs mantiveram avaliação positiva sobre ações chinesas, citando melhora nas perspectivas de crescimento e exposição tecnológica.
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