Ator Alexandre Nero, paranaense que virou alvo dos vereadores de direita de Curitiba. (Divulgação)


A Câmara Municipal de Curitiba rejeitou projeto de lei que buscava conceder o título de Vulto Emérito ao ator Alexandre Nero, natural da cidade e conhecido por sua extensa carreira nas artes. A proposta, apresentada pela vereadora Giorgia Prates (PT), da Mandata Preta, tinha como objetivo homenagear Nero por sua contribuição à cultura nacional e sua ligação com Curitiba. A justificativa destacava sua trajetória, que inclui mais de 50 trabalhos em teatro, cinema, televisão e música, com atuações marcantes em novelas como “Império” (2014).

O projeto foi barrado por ampla maioria. Dos 37 vereadores presentes, 23 votaram contra, 7 a favor e 2 se abstiveram. Para aprovação, seria necessária maioria simples, mas o posicionamento contrário prevaleceu. A sessão expôs divisões entre os parlamentares, com debates que transcenderam a análise do mérito artístico do ator.

A rejeição do projeto foi influenciada por declarações de Nero no passado, que geraram desconforto entre alguns vereadores e parte da população de Curitiba. Parlamentares questionaram se o ator merecia tal honraria, apontando que suas críticas públicas poderiam ter afastado o apoio popular. Além disso, o debate refletiu tensões políticas, com a proposta sendo interpretada por alguns como uma pauta ideologicamente marcada.

Continua depois da publicidade

Alexandre Nero, ator, cantor e multiartista, é reconhecido por seu impacto na dramaturgia brasileira, sendo premiado nacionalmente. Apesar de manter raízes em Curitiba, grande parte de sua carreira foi construída fora da cidade. Ainda assim, sua relevância no cenário artístico é inegável.

A rejeição reacendeu discussões nas redes sociais sobre os critérios para concessão de honrarias municipais e o quanto opiniões pessoais podem influenciar a vida pública de figuras proeminentes. O caso também levantou debates sobre como Curitiba valoriza seus artistas e lida com personalidades polêmicas. Até o momento, não há indicação de que a proposta será reapresentada, mas o tema pode retornar à pauta no futuro.

Nas redes sociais, a decisão dividiu opiniões. Críticos de Nero celebraram o resultado, enquanto seus apoiadores lamentaram o que consideraram uma falta de reconhecimento. Até agora, Alexandre Nero não se pronunciou sobre a rejeição. Enquanto isso, a Câmara segue seus trabalhos, mas o caso marcou a semana legislativa e abriu espaço para reflexões sobre o tratamento dado a artistas locais.


Alexandre Nero, ator curitibano, gerou polêmica ao criticar a classe média de Curitiba em uma publicação nas redes sociais. Ele afirmou que o conservadorismo da cidade, que antes apenas dificultava a vida de artistas e eventos culturais, agora parecia “declaradamente cada vez mais fascista”. Essa declaração foi interpretada como uma crítica direta ao comportamento político e social de parte da população local.

Além disso, Nero também foi alvo de críticas por suas posições políticas, incluindo seu apoio público ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT). Alguns vereadores de Curitiba usaram essas declarações como justificativa para rejeitar a proposta de conceder a ele o título de Vulto Emérito, argumentando que suas opiniões afastaram o apoio popular e não representavam os valores da cidade.

Essas críticas refletem tensões ideológicas e sociais que marcaram o debate sobre a homenagem ao ator, destacando como opiniões pessoais podem influenciar decisões políticas e culturais.


Nas próximas semanas, a Câmara de Curitiba vai votar projeto parecido para homenagear a ex-prineira-dama Michelle Bolsonaro.