
A imprensa da Europa está explorando a informação de que a União Europeia poderá proibir o consumo de café no continente, por considerar a cafeína um agente maléfico à saúde e que tem sido pesquisado como componente de novo pesticida a ser usado nas lavouras de alimentos. A informação está publicada na edição desta terça-feira (11) do portal Euronews.
Segundo o portal, “notícias e publicações virais nas redes sociais afirmam que a União Europeia classificou o café como perigoso para os seres humanos.
Um título do canal britânico GB News acusa os “burocratas intrometidos de Bruxelas” de declararem o café inseguro, enquanto o The Telegraph afirma que a União Europeia classificou o café como perigoso porque a cafeína é “prejudicial para os seres humanos se ingerida”, alimentando o receio de uma proibição do café em todo o bloco, informa a Euronews.
Um outro artigo da NDTV World afirma que a UE proibiu totalmente a cafeína e tenta explicar a razão. Outros artigos, como os do Global Guido, do Daily Mail e do Daily Express, também tentam suscitar a fúria contra a União Europeia por alegadamente estar preparando o caminho para a proibição do café.
“Os artigos referem-se vagamente a um relatório sobre a utilização de cafeína nos pesticidas, sem fornecerem quaisquer hiperligações ou nomes de responsáveis oficiais”, diz o portal Euronews.
O prestigioso jornal britânico The Independent, menciona em artigo um pedido da empresa francesa Progarein para utilizar a cafeína como pesticida em couves, batatas e outras culturas.
Outra pesquisa com essa informação informa sobre uma decisão da Comissão Europeia de outubro de 2024, em resposta ao pedido da Progarein para aprovar a cafeína “como substância de base para ser utilizada na proteção de plantas como inseticida em couves, batatas e Buxus e como moluscicida (pesticida) em todas as culturas comestíveis e não comestíveis”.
A Comissão acabou por decidir não autorizar a empresa a utilizar a cafeína como substância pesticida de base, com base num parecer científico que solicitou à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
Na decisão, a EFSA afirma que “a cafeína é nociva para os seres humanos se for ingerida”, salientando que tem efeitos prejudiciais para o organismo.
“No que diz respeito à saúde humana, a [EFSA] também observou (…) que a cafeína tem efeitos adversos no sistema cardiovascular, na hidratação e na temperatura corporal em adultos, bem como no sistema nervoso central (sono, ansiedade, alterações comportamentais) em adultos e crianças, e um resultado adverso relacionado com o peso à nascença em mulheres grávidas”, afirmou a Comissão.
“Além disso, devido à ausência de dados, a [EFSA] não pôde concluir a sua avaliação dos riscos não alimentares para os operadores, trabalhadores, transeuntes e residentes”, acrescentou.





