Segundo a pesquisa Quaest, a maioria dos brasileiros é contra a anistia aos atos de 8/01. (Foto EBC)


Pesquisa Genial/Quaest mostra que a maioria dos brasileiros é contra a anistia aos envolvidos nas invasões de 8/1, que destruiu as instalações dos três Poderes.


Revela ainda que a maioria acredita que Bolsonaro participou no plano para tentar dar um golpe em 2022. Mas a população se divide quanto a possibilidade ou não do ex-presidente ser preso.


Mas há posições diferentes entre os dois eleitorados. Quem votou em Lula defende a decisão do STF contra Bolsonaro (80%), quem votou em Bolsonaro acha que a decisão foi injusta (74%). O que desempata é a opinião.

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Estes são os resultados da pesquisa:

56% dos brasileiros defendem que os envolvidos no 8/1 continuem presos;


34% defendem que eles sejam soltos ou pq nem deveriam ter sido presos ou pq já estão presos por tempo demais.


Ou seja, a maioria é contra a anistia.
Entre os eleitores do Lula, 77% são contra a anistia; No eleitorado que votou em Bolsonaro a maior parte defende que eles sejam soltos (36% + 25% = 61%), mas aproximadamente 1/3 é contra.


O desafio de Bolsonaro e seus aliados é o de persuadir esses 32% de sua base.


A pesquisa revela ainda que a maior parte (49%) dos brasileiros continua acreditando que Bolsonaro participou do planejamento para tentar um golpe de estado em 2022; enquanto 35% dizem que ele não participou.


Os percentuais são os mesmos de dezembro de 2024.


Essas avaliações ajudam a entender a próxima etapa da pesquisa.


Primeiro, o julgamento da denuncia contra Bolsonaro no STF que o fez réu foi muito comentada e ficou bem conhecida entre os brasileiros. Antes da pesquisa, 73% já sabiam dessa notícia.


Segundo, a avaliação da maioria (52%) é que o STF foi justo ao tornar Bolsonaro réu;


36% discordam da decisão, acham que o STF foi injusto;


12% não souberam responder.


Mas há posições diferentes entre os dois eleitorados.


Quem votou em Lula defende a decisão do STF contra Bolsonaro (80%), quem votou em Bolsonaro acha que a decisão foi injusta (74%).
O que desempata é a opinião de quem se absteve ou votou branco/nulo em 2022.


A pesquisa mostra ainda que, se a população tivesse que apostar, metade (46%) diria que Bolsonaro vai ser preso, metade (43%) diria que não. É um empate técnico na margem de erro. De todos os ítens pesquisados, este foi o que mais polarizou a opinião pública.


Fica bem evidente essa divisão quando estudamos os dado por tipo de eleitor.


O lulista aposta na prisão de Bolsonaro (56%);


o bolsonarista não (55%). E entre quem alienou o voto há um empate número 42×42. Dá pra perceber como as duas ‘torcidas’ se dividem neste caso.


A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 27 e 31/03. O nível de confiabilidade do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.